Não conte a ninguém, um filme em prosa

Não conte a ninguém, de Harlan Coben, foi publicado em 2001, sendo o livro mais aclamado do ano e indicado a vários prêmios. Cinco anos depois ele recebeu uma adaptação francesa para o cinema, ganhando de quatro Cesars (o Oscar francês). Foi lançado aqui no Brasil apenas em 2009 pela Editora Arqueiro.

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Título: Não conte a ninguém

Título original: Tell no one

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

ISBN: 978-85-9929-651-6

Quantidade de páginas: 256

Ano de publicação: 2009

O livro conta a história de Elizabeth e David Berk, um casal que costumava festejar o aniversário de seu primeiro beijo nas margens de um lago na propriedade da família. Porém, durante a comemoração do seu 13º ano juntos, eles sofrem um terrível ataque e ela é brutalmente assassinada por um serialkiller. Oito anos depois do acontecido, o caso volta a cena com o achado de dois corpos enterrados próximo ao local do crime. Simultaneamente, David começa a receber e-mails misteriosos que só poderiam ter sido escritos por sua esposa morta. E agora?

Uma amiga me presenteou com esse livro por discordar do meu gosto por Agatha Christie e desconhecer Harlan Coben (o que parecia ser um absurdo para ela). Como ele está encostado desde 2010, esse ano ele entrou para a minha Meta Skoob 2015. Sabe, aquele lance de desenterrar livros da prateleira? Então.

As trinta primeiras páginas aproximadamente são bem chatinhas, algo que me desanimou no início e retardou a minha leitura em cinco anos. Mas depois de vencido esse pequeno obstáculo, a leitura voa – quando vi já estava na metade do livro. A narrativa do autor oscila muito entre a primeira e a terceira pessoa e isso me incomoda bastante. Os fatos são entregues e da maneira simples e rápida, nada muito além disso, com uma escrita genérica. Como o personagem principal é um médico, esperei por um vocabulário que fosse voltado para a profissão, e isso não veio.

Como o meu livro já tem alguns anos de escrito e impresso, suas folhas já estão bem amareladas. Para aumentar ainda mais minhas impressão de coisa antiga, as tecnologias utilizadas são bem datadas, com objetos que nem mesmo eu cheguei a usar, como um pager – que só conheço de nome mesmo. E, por incrível que pareça, isso apenas me divertiu um pouco mais. Estava imersa na leitura de um filme de ação dos anos 2000. É datado, mas é interessante.

O mistério, ao contrário da escrita, foi muito bem entregue. Os ganchos entre os capítulos foram bem legais e realmente deixavam a narrativa interessante. Apesar de gostar muito de ler romances policiais, não sou do tipo que desvenda o mistério antes do livro acabar, e nem faço muita questão. Bolei todas as minhas teorias, vi todas elas cair por terra e não deixei de me surpreender com as últimas páginas do livro.

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