Koe no Katachi, por que eu não te li antes?

Inicialmente Koe no Katachi, uma história Ooima Yoshitoki, foi publicada como uma one-shot na Bessatsu Shonen Magazine, da Kodansha, em janeiro de 2011. Após mais de dois anos, foi serializada em uma versão alternativa pela Weekly Shonen Magazine e conta com 64 capítulos compilados em 7 volumes.

O mangá fala sobre bullying e ilustra a temática com a história de Ishida Shouya, um garoto que tem como objetivo diário acabar com o tédio, e Nishimiya Shouko, uma garota portadora de deficiência auditiva.

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Koe no Katachi, one-shot, pág. 1 (Abnormal Scanlator)

Nishimiya é uma garota muito fofa e atenciosa que foi transferida para o colégio onde Ishida já estudava. Por conta da sua deficiência, ela “fala” e “escuta” por meio de um caderno, para tornar sua comunicação mais fácil. Ao entrar para o coral da escola, ela faz com que equipe perca um campeonato, deixando todos enfurecidos. É então que o bullying começa verdadeiramente.

Esse bullying vinha de todas as partes – até mesmo do professor que, teoricamente, deveria protegê-la – até que sua mãe decide trocá-la de escola novamente. Por se destacar com suas brincadeiras, Shouya acaba levando toda a culpa pelo que estava acontecendo com a garota e se torna alvo dessas brincadeiras não tão legais também. Ao sentir-se na pele dela, recai sobre seus ombros a culpa e o peso de tudo o que fez e acaba se tornando um garoto retraído e sem amigos.

A versão alternativa mostra a tentativa de Ishida de contornar seus atos e mostrar para a família Nishimiya que ele havia mudado. Essa nova temática desviou o assunto do meio para o final da história, trazendo um novo foco. Ela se deixou levar pelos dramas e triângulos amorosos dos personagens e o ponto principal do início da trama ficou um pouco de lado. Ainda que tenha acontecido, disse para mim mesma, na altura do capítulo 40, que independente disso e do seu final, esse mangá já teria me marcado.

A história é muito envolvente e até mesmo polêmica. Um tema que é normalmente camuflado e fantasiado em outras narrativas, foi exposto em Koe no Katachi de uma maneira bem crível.

O título ainda não foi licenciado aqui no Brasil, mas pode ser encontrada em scans traduzido integralmente, como no Abnormal Scanlator, caso alguém tenha curiosidade em ler. Na capa de seu último capítulo, publicado em novembro de 2014, foi anunciado a produção de uma adaptação animada do mangá, pela qual já espero ansiosa.

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